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Entrevista - Fábio Cunha


A carismática equipe paulista RKC é a entrevistada da terceira edição da série de entrevistas ligadas ao ENDURANCE BETO CARRERO 12 HORAS. Fábio Cunha representou a RKC ao responder as perguntas.

RA RACING INTERVIEW:
Fabio, poderia nos contar como surgiu a equipe e o interesse por endurances?
Fábio Cunha: O RKC nasceu em 2011 como um grupo de amigos participantes do Rotary Clube São Paulo Ponte Estaiada. Mensalmente reuniam-se para andar de kart. Os fundadores são: Luis Antonio Barbosa e Pedro Baptista. Em 2016 o grupo começou a se interessar por provas de longa duração, participando pela primeira vez das 500 milhas da granja e do torneio interclubes, porém dois eventos fizeram desse ano o divisor de águas: o lançamento das 24hs de interlagos e nossa primeira participação nas 12 horas do Beto Carrero, primeira viagem do time para uma corrida.

RARI: Qual foi a trajetória da equipe até aqui?
FC: O RKC é sediado em Interlagos e mantém um box com kart profissional de seus integrantes e o surgimento da prova de 24hs foi uma enorme injeção de ânimo no grupo. Ao ponto de naquele ano, juntarmos vários amigos e empresas para revitalizarmos o kartódromo para prova. Pintura de pista de boxes, da área de lanchonete. Aliás, defender Interlagos é uma de nossas bandeiras e deveria ser de todo o kartismo. O Kartódromo Ayrton Senna é um patrimônio do nosso esporte e deve ser tratado como tal. Foi aí que fomos contagiados com essa doença chamada endurance. A partir daí começamos a participar de todas as provas de Interlagos, das principais da Granja Viana e também do BCW 12 horas. O RKC sempre foi e continua sendo um campeonato beneficente e parte da arrecadação bruta das baterias é destinado a campanha END POLIO NOW do Rotary Internacional. Além disso, em toda prova arrecadamos recursos extras e doações para instituições de caridade, para compra de insumos, equipamentos e matérias necessários para o bom funcionamento da entidade. Recolhemos lacres de latinhas para trocar por cadeiras de rodas para doar a quem necessita. Até hoje foram doados mais de 10 mil reais para a campanha e dezenas de cadeiras de rodas foram distribuídas. O outro lado do grupo é a descontração, nossas baterias são finalizadas com churrasco, chopp e muita alegria com um grupo que é cada vez maior, mas sem perder a essência. Hoje contamos com cerca de 100 pilotos, temos uma junção de velocidade e competitividade, com benemerência e confraternização. Esse ano, por exemplo, já foram mais de 750 litros de chopp em nossas etapas e aproximadamente 340 kg de carne. É como sempre dizemos por aqui quando nos perguntam porque amamos tanto isso: “é muito mais que corrida”.

RARI: Como a equipe se organiza para o ENDURANCE BETO CARRERO 12 HORAS?
FC: Hoje nossa equipe já tem uma pré organização para endurances, sabemos o que precisamos para poder brigar por resultados. Para as provas do calendário de endurances paulistas, temos um time permanente de pilotos, chefe e staff pré definidos. Desta forma, nossa organização inicia-se pelo menos 6 meses antes da prova com a seleção dos pilotos, depois de definida a seleção, cerca de 30 dias antes da prova iniciamos os processos desenvolvidos pelo time. No Caso do BETO CARRERO 12 HORAS a organização é um pouco mais complexa pois envolve deslocamento, hospedagem e a maioria dos pilotos leva a família, no total cerca de 50 pessoas envolvidas no evento, algumas pro kart, outras para a praia e outras para o Parque. É um grande desafio juntar todos e não dispersar as famílias. Esse é mais um evento que traz de novo o tema “é muito mais que corrida”.

RARI: Qual a expectativa para o resultado da equipe no Endurance?
FC: Ano passado na nossa segunda participação no BETO CARRERO 12 HORAS conseguimos ir ao pódio no 9° lugar, para esse ano nosso objetivo é brigar pela vitória. O grande lance é a diversão, a sinergia e o respeito entre os integrantes da equipe, sem isso nada vale um troféu ou uma vitória. Nossos pilotos aguardam o ano todo pelo evento e vamos com tudo para fazer o nosso melhor na pista e fora dela. Esses são os objetivos do time, a Samira, por sua vez, pretende quebrar tudo, ficar famosa e talvez fazer um filho. Eu poderia explicar quem é a Samira, mas ela já é a figura mais conhecida das 12 horas da RA RACING, então apenas aguardem que ela está prometendo um show nesse ano.

RARI: Qual foi o melhor e pior momento da história da equipe?
FC: O pior momento da nossa equipe foi nas primeiras 24hs de Interlagos que na primeira perna e na primeira participação no evento, na primeira troca de piloto e kart, enquanto estávamos entre os 5 primeiros da prova, esquecemos de passar o sensor, o que nos levou a quase 15 voltas do líder faltando 23 hs de prova. Naquele momento o RKC poderia ter deixado de existir, tamanha a frustração de todos, porém a amizade foi mais forte e fizemos uma bela festa durante e depois da corrida. O melhor momento da equipe é hoje, com cerca de 100 pilotos inscritos é o maior e mais forte campeonato de Interlagos, a parte de ação social está cada vez mais forte, só neste ano já doamos cerca de 6 cadeiras de rodas, frigobar, luzes de emergência, colchão para a instituição de idosos abandonados que ajudamos e os resultados estão vindo também na pista, fruto de dedicação e organização. O melhor momento é sempre o próximo. Esperamos que o próximo melhor momento seja no Beto Carrero, em dezembro.

Nossos últimos resultados:
P7 nas 500 milhas granja 2018 (com um kart solo)
P1 no sul americanos de endurance
P9 nas últimas 6 horas da granja 2019
P2 nas 24hs de interlagos 2019
P1 nas primeiras 3hs da aldeia da serra
P1 última etapa 3 horas de Interlagos
Liderança no campeonato de endurances de Interlagos com 3 karts entre os 6 primeiros.

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