Entrevista - Eduardo Guidi

Hoje a RA Racing Interview faz algumas perguntas ao piloto Eduardo Guidi que no âmbito profissional já levou diversos títulos e passou por todas categorias no kartismo brasileiro.

RA Racing Interview: Eduardo Guidi, você é um piloto com renomada experiencia no automobilismo, conte a equipe do RA Interview e leitores do portal, como foi seu começo no kart e o desenvolvimento da sua carreira até hoje?

Eduardo Guidi: Meu pai andava de kart e organizava os campeonatos pela FAUESC e CBA nos anos 80. Em 1990 ganhei meu primeiro kart e comecei toda a trajetória. Passei por toda a escola do kart (cadete, Jr Menor, Jr Maior, Graduados B e Graduado A). Participei de diversos campeonatos que me deram muita experiência como: seis vezes Serra-ilha (campeonato mais forte do circuito Catarinense), seis vezes Catarinense, Gaúcho, duas vezes Sul-Brasileiro, quatros vezes Brasileiro, Paulista e Sulamericano.

Meu preparador de motores por 07 anos foi o BY CHICO de São Paulo, por estar no berço automobilístico me ensinou quase tudo que aprendi. As vitórias começaram a surgir depois de muito treino e dedicação. No cadete chegava a treinar três vezes por semana, Jr Menor e até Graduados consegui vários patrocínios que me deram a possibilidade de ganhar vários títulos.

- 2 Catarinenses
- 1 Gaúcho
- 1 Sul Brasileiro
- Brasileiro (melhor resultado 3 colocado)
- Sulamericano (11 Colocado)


Parei de correr depois de 10 anos de dedicação a essa categoria. Depois disso precisaria passar a categoria de monoposto onde o investimento triplicaria, impossibilitando a continuidade da carreira. Corri com muitos pilotos que já passaram por diversas categorias como Stock-Car, F Renault, F-3 e etc.... Infelizmente vivemos em um país que impossibilita pilotos de qualidade a chegarem no seu objetivo por falta de investimento na categoria e na maioria das vezes aqueles que conseguem alcançar são por meios próprios.

Fiquei 8 anos sem entrar em um kart. Enquanto isso a categoria Amador estava se desenvolvendo no Brasil e amigos me convidaram pra “brincar”. Hoje encaro o kart como um “hobby”.

RARI: Na última etapa, você fez uma das melhores corridas do ano até agora, depois de um toque na primeira curva. Como foi essa bateria para você, o que passou na sua cabeça quando começou a ver os lideres cada volta mais perto?

EG: As baterias da RA com aquele traçado menor se tornou uma corrida longa. Como tinha feito o segundo tempo na tomada de tempo, sabia que tinha muitas chances de recuperação. Só pensei em tocar redondo e agressivo. Fiz varias ultrapassagens no momento certo. Mais duas voltas acredito que tinha ganho a bateria. Mas no final deu tudo certo!!

RARI: Sua equipe mostra uma união em pista em prol das vitórias, como surgiu a equipe Toro Rosso e o que você e Renee esperam do resultado final do campeonato?

EG: Eu e o Renee nos conhecemos a 15 anos através do kart. Quando estava na Jr Maior comecei ensinar o Renee a correr, ele começou no kart na Novatos e obteve várias vitórias. Estamos constantemente conversando sobre automobilismo e os campeonatos que disputamos.
Nossa tocada é bem parecida, por isso somos constante no jogo de equipe. Acredito que esse seja o diferencial!

RARI: Existe uma boa possibilidade de você estar entre os 20 melhores tempos para o Red Bull Kart Fighters, você pensa mais na frente na chance de disputar a final Brasileira e Mundial ou vê essa possibilidade muito distante, quem seria o favorito para conquistar essa vaga?

EG: Achei o Regulamento da Red Bull muito vago. Alguns itens que favorecem pilotos com peso menor. Me considero um piloto constante e rápido (próprio para o evento). Sempre imaginamos ter chance em todos os campeonatos. Será uma experiência diferenciada e darei meu máximo no campeonato!

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