-->
News

Entrevista - Elvira Cilka


Chegamos a quinta edição da série de entrevistas com as equipes do ENDURANCE BETO CARRERO 12 HORAS de 2019, nessa edição com a TPM Racing Team, que é representada pela piloto Elvira Cilka.

RA RACING INTERVIEW: Elvira, poderia nos contar como surgiu e a trajetória da equipe?
ELVIRA CILKA: Eu corri de kart pela primeira vez em 2012, gostei tanto que nunca mais parei. Em 2014 fui participar de um campeonato de kart aqui de Curitiba e então conheci a Tais, que também começou a correr no campeonato, foi só aprendizado. As meninas que já participavam do campeonato andavam muito melhor que nós; em 2015 corremos só algumas etapas. Em 2016 a Andressa, a Brenda e a Emily começaram a participar do campeonato, que aumentou bastante. Em 2017 a Fernanda e Mallu passaram a integrar o campeonato, tínhamos uma categoria feminina bem legal e competitiva, nos divertíamos muito, dentro e fora das pistas, até que em uma das etapas surgiu a ideia de participarmos de um endurance. Até resolvermos montar a equipe, nós já tínhamos acompanhado os maridos, noivos e namorados nos endurances da RA RACING, pudemos observar e participar nos bastidores das provas de longa duração. Então alguns deles se reuniram e montaram a equipe masculina de kart, a 34 Riders Team, aí chegou a hora de encararmos a pista, e montamos a 34 TPM Riders Team, primeira equipe exclusivamente feminina de kart em endurances aqui no sul. Convidamos uma piloto de Joinvile, a Nayara e fizemos nossa estreia em setembro de 2017, foi tão empolgante que, de lá pra cá, estamos em todas as etapas do CEKI. Em 2018 a Nayara saiu e em março de 2019 a Flavia entrou. Mudamos o nome da equipe para TPM Racing Team, pois já entendemos que podemos ter nosso próprio nome sem estar ligado a outra equipe, como fomos até então.

RARI: Como a equipe vem se preparando para o ENDURANCE BETO CARRERO 12 HORAS?
EC: Estamos tentando nesse ano ir com 2 karts, mas pra isso queremos estar no mínimo com as 8 integrantes, pois sabemos do cansaço que é 12h, além do cansaço tem o lado financeiro que é difícil, então tentamos nos organizar financeiramente durante o ano, como não temos patrocínio, mas conseguimos doações de prêmios, fizemos rifas e ainda vamos fazer mais uma até o fim do ano para tentar viabilizar os 2 karts e conseguir aumentar a equipe. Trazer mais mulheres ainda é difícil, as mulheres acabam dedicando seu dinheiro e tempo a outras atividades, não é fácil conseguir mulheres que queiram deixar de comprar uma bolsa ou sapato pra vir correr de kart, somos privilegiadas, os maridos e namorados das nossas pilotos incentivam a participarmos. E pra encarar 12 horas de prova precisa se preparar fisicamente, fazer treinos e ter resistência. Como Curitiba é pobre em kartódromos, acabamos treinando resistência de braços nas pistas indoor ou com o kart próprio nos fins de semana e também participando de outros campeonatos. Queremos estruturar melhor a nossa parte de cronometragem, pois até então nós mesmas que fazemos junto com a ajuda dos namorados e maridos. Além da cronometragem, precisamos carregar lastros de 20 a 30 kg, os bancos de chumbo. Agora, depois de algumas participações, já temos muita coisa organizada, mas quando surgem imprevistos, como uma parada errada por exemplo, percebemos que falta tempo pra pensar em estratégias. Então até agora os erros serviram de aprendizagem, e sabemos que isso ainda precisa ser melhor organizado.

RARI: Qual a expectativa para o resultado da equipe no ENDURANCE BETO CARRERO 12 HORAS?
EC: A expectativa sempre é grande, corremos com os melhores pilotos do sul do país, estar entre eles já é privilégio, sabemos que ainda temos muito a aprender, somos novatas, nem todas entram em divididas na pista, principalmente porque vemos muitos "trenzinhos" e ficar entre eles e acompanhá-los não é fácil. Ficaríamos satisfeitas se chegássemos entre os 20 primeiros karts (se considerarmos que 70 estarão na pista), seria um resultado a ser comemorado!

RARI: Qual a importância de uma equipe 100% feminina em um endurance como o BETO CARRERO 12 HORAS?
EC: Estamos descobrindo que o automobilismo não tem gênero, embora ainda tenhamos mais homens do que mulheres. Uma equipe 100% feminina tem um destaque nesse esporte, que é base do automobilismo, o que dá visibilidade e acaba incentivando cada vez mais mulheres a participarem e pais a incentivaram suas filhas. Acreditamos que nossa equipe está conquistando espaço e abrindo caminhos para outras mulheres e outras equipes femininas que ainda virão!

0 comentários: