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Aventuras de uma nova equipe


Boa tarde para todos da RA RACING e demais pilotos e leitores!
Sou Ricardo Schwingel, chefe da mais nova equipe do CEKI, a P1 Racing!

Como muitos amantes do kartismo, entramos nessa disputa para disputar ao lado de leões do esporte amador mais querido por todos nós, da maneira mais simples possível, mas mesmo o simples necessita de coisas básicas, e aqui vou apresentar para todos aqueles que querem montar uma equipe do zero, com pilotos de pouca experiência.

Primeiramente (e o mais importante), em um dia a noite, no meio da semana, juntamos pilotos para dar umas voltas no Kartódromo e ao final da prova, surgiu a ideia de formarmos uma equipe. Bom, fechamos os pilotos, com muito sangue nos olhos e força de vontade em acelerar!

Todos nós começamos a competir (e alguns a andar de kart) em 2018, portanto, não podemos dizer que somos experientes, por mais que todas as provas tenham sido no Kartódromo Beto Carrero, que recebe o CEKI.
Em decorrência disso, tivemos que entender na nossa cabeça que não tínhamos obrigação de ficar na frente de ninguém desse grid, ainda mais sabendo que íamos andar com (e contra) campeões sul-brasileiros, catarinenses e muita gente que anda demais!

Bom, realizamos um planejamento financeiro para disputar todas as 4 etapas do CEKI, iniciamos as mensalidades e compramos o básico. Uma barraca (não das mais simples – porque a simples saiu voando e quebrou toda), uma estante de plástico, e juntamos cadeiras de praia, cronômetro, uma mesa pequena, alguns alimentos para o dia (e a cesta básica para doação), e cá estamos nós, nesse grid com mais de 200 pilotos espalhados em 40 equipes, após algumas horas enchendo o saco da organização (desde já um grande agradecimento ao Renê, Barni, Ari e demais componentes).



No dia, fomos a primeira equipe a chegar (agora sabemos que podemos chegar as 11hs da manhã e dar uma boa dormida antes), deixamos tudo preparado e repassamos a estratégia... stint menor no início para nos posicionarmos bem, e stints longos após.

O primeiro stint foi de cerca de 50 minutos. Ora, pensamos no box que se um inicial conseguiu andar 50 minutos, com mais 6 de 50 chegaríamos tranquilamente ao final da prova. Bom, em um ano de aprendizado de 2018, aprendemos que o Kart Amador pode pregar algumas peças com a qualidade do equipamento, e logo após a largada, no segundo stint, as coisas começaram a desandar. Tivemos alguns problemas no 2º e 4º kart, o que fez a gente queimar duas paradas em cerca de 40 minutos.

Bom, nosso 3º stint foi muito bom, até olharmos no relógio e percebermos que andamos só 40 minutos e a gasolina havia acabado, e assim foi igual no 5º stint. Tínhamos ainda quase 2h40 de prova e somente mais duas paradas. Mais 50 minutos e nova parada. Faltando 1h50 para terminar a prova e estávamos fazendo nossa última parada obrigatória. Voltamos num ritmo bem forte, mas tendo que tirar o pé sempre bem antes do final das curvas, e contar (e torcer muito) com o vácuo do kart da frente.

Faltando 40 minutos para o fim da prova, ainda possuíamos combustível no tanque, mas aí que há algo muito importante que deve ser sempre ressaltado.Todos que estão participando tem que falar a mesma língua e tem que haver comunicação box – piloto e piloto – box, SEM ERROS. Pedimos para o nosso piloto retornar para um splash n' go, mesmo sabendo que havia gasolina ainda para uns 20 minutos de prova. Não íamos chegar ao final com aquele kart, mas podíamos ter realizado essa parada extra após as 5h30, com box livre, porém quem sabia dessa informação era o piloto que estava na pista. Acontece.

Mas teve coisas muito boas. Terminamos, mesmo com essa parada extra que nos custou 4 voltas, mais 1 de não ter completado a última volta, e um erro que nos custou 43s em uma das paradas, em 23º lugar de 39. Realizamos também a 4ª melhor parada do dia, com 10.00:720 minutos! Exatamente, perdemos só 700 milésimos da parada ideal. Todos os karts que fizeram paradas melhores foram karts de descarte das equipes grandes que ficaram atrás de nós, e portanto, podiam tomar esse risco. Tirando a parada de 43 segundos, nenhuma ultrapassou 5 segundos do permitido! De box nós entendemos o jogo!

A Conclusão
Entendemos nossos erros, nós não somos mais pilotos de provas de 15 a 20 minutos, nós temos que andar uma hora (e sem fazer cara feia). Nossa tocada tem que ser diferente, nós precisamos nos ajudar. Somos uma equipe de um kart só, não temos espaço para erros, e nós temos que empurrar outros karts, não sermos empurrados. Nós temos que ser melhores, nós vamos ser melhores, podem esperar!

Crescemos muito nesse CEKI ao meio de tantas lendas. Não é fácil olhar no grid de largada e ver aqueles nomes que tu só via em vídeo do YouTube e tabelas de campeonatos gigantes produzidos pela RA RACING como Eduardo Guidi (Parabéns pela vitória Unikart!), Giovani Novaes, Giba Silva, Thiago Kasten, Anderson Weiss, Luizinho Brambila, Wesley Piva, Fabrício Porquinho, Marcelo “Magnânimo” Magnani, entre tantos outros que poderia ficar horas citando nomes.

Ah, o valor que gastamos? “Tem coisas que o dinheiro não paga, porque realmente coisas especiais não tem preço”!

Um muito obrigado por toda a recepção e por nos dar essa oportunidade única de estar entre vocês! Nos vemos dia 8 de junho!

Ricardo S. Schwingel
Equipe P1 Racing

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